quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

QUE VERGONHA, MEU DEUS!! QUE VERGONHA... (by Prof. Girafales)

Muammar al-Qadhafi (ou, como os “professores de português” das colunas de jornais e revistas e os “inteligentíssimos” âncoras de jornais televisivos insistem em dizer, “Omar Kadafi) “prefere morrer do que perder a vida”. Ele prefere morrer no poder, como os “sangues azuis” que o precederam, ostentando a posição de pseudo-grande ditador pós-moderno, a perder a vida de regozijos e governo sem oposição que tem levado a cabo durante tantos anos. 


O que tenho a dizer sobre isso? Bem... a coisa está tão feia que nem mesmo se fazem ditadores como antigamente. Aqueles, em que pesem os atos igualmente inomináveis que cometeram no poder, conseguiam minimamente pregar idéias e ideais que faziam ferver os corações do povo (e diga-se de passagem, um povo que era muito mais politizado, embora os meios de comunicação não contassem com tamanho desenvolvimento tecnológico).


Ditador que é ditador, meu amigo, não precisa receber o poder de papaizinho como uns e outros que estão agora para cair... ditador de saco roxo toma o poder à força e, de brinde, é capaz de uma articulação política de tal calibre que o povo, mesmo sabendo que vai se foder, o apóia! Que vergonha Islã!!! Mas que vergonha!! Justo você, o mestre das ortodoxias, a maior fábrica ditatorial da história da humanidade... justo você, me coloca no poder pseudo-ditadores que receberam o poder de forma hereditária, passado de papaizinho para filhinho... Islã, o que diria Mohamed se estivesse aqui??? Nem oitenta e oito chibatadas em praça pública seriam suficientes para purgar esse pecado... isso não tem nome!!! Você não merece ir nem para o mármore do inferno! (inferninho chique esse ein... de mármore... eu não tenho mármore em casa... só vejo na igreja... opa! Será que... hmmmmm).  


Bom... agora, a única coisa que falta acontecer para eu ter certeza de que o mundo realmente acaba em 2012 é a merda do corinthians ganhar uma Libertadores...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O mal do século XXI... por enquanto

Ontem recebi um email falando sobre uma descoberta capaz de combater o pior dos males que pode acometer um ser humano atualmente: o câncer. Dei uma lida, assim como nos links que redirecionam para explicações mais detalhadas sobre essa nova maneira de entender o câncer (http://www.curenaturalicancro.com/) e, pela primeira vez em muitos anos, me surpreendi. Não pela descoberta remeter a métodos simples de tratamento, mas pelo fato de isso ter sido divulgado na mídia. Aliás, talvez a mídia em geral seja a maior responsável pela maneira como o câncer é encarado pela maioria das pessoas, mas isto é assunto para outro post. 

O Dr. Tullio Simoncini, médico oncologista romano, partiu de um pressuposto diferente da maioria da comunidade médica: de acordo com seus estudos, há a recorrência de aftas nos pacientes com diagnóstico de tumor maligno, o que denota uma proliferação de fungos no paciente. Aplicando uma solução de NaHCO3, ou para os mais chegados, bicarbonato de sódio (não, você não está bêbado nem está lendo demais, é bicarbonato de sódio) sobre as áftas, elas desaparecem em pouco tempo devido ao seu poder fungicida. Dessa maneira, o Dr. Simoncini apenas experimentou aplicar a mesma solução diretamente sobre o tumor, como se fosse um fungo, e o resultado foi que o câncer diminuiu drasticamente até ser destruído. BRAVO!

Algumas considerações, entretanto. Primeiro, não é um medicamento milagroso como diz o email, mas um método de tratamento como qualquer outro, o que significa que demanda tempo, paciência e, acima de tudo, foco para aplicar o medicamento da maneira correta e de acordo com as indicações. Segundo, não combate todo tipo de tumor. Conforme adverte o próprio Dr. Simoncini, o uso do tratamento sobre tipos de tumor diretamente relacionados ao sangue, como leucemia, não possui tanta eficácia. Terceiro, é óbvio que por se tratar de um tratamento barato aqui no Brasil, provavelmente, os médicos desconhecem sua existência (ou fingem que desconhecem) e preferem que os pacientes passem pelos mais atrozes sofrimentos advindos da quimio e radioterapia, as quais oferecem mais lucros. Quarto, nem adianta procurar o SUS para esse tipo de tratamento porque, mesmo que eles saibam da existência e tenham sido instruídos pela União para ministrá-lo, eles inventarão uma burocracia extremamente infernal para evitar que os caixas 2, 3, 4, 5... parem de crescer. Quinto, sejamos francos: se os cientistas ainda em meados do século XX conseguiram descobrir que a fissão do núcleo de um átomo é capaz de produzir uma quantidade astronômica de energia, apenas para citar um mísero exemplo, você acha mesmo que eles já não detêm há muito as mais variadas soluções para os tumores? 

Meu caro, minha cara, se você passa por essa provação que é a doença do câncer ou se conhece alguém nessas condições, procure diretamente por vereadores, senadores, deputados e os convença de que terão ganhos políticos e financeiros com a implantação desse tratamento. É triste, mas você precisa saber que existe uma certa indústria farmacêutica e que ela não vai abrir mão de bilhões de dólares nos seus bolsos apenas porque bilhões de vidas serão poupadas. Há pessoas e instituições que irão se interpor no seu caminho e que farão de tudo para impedí-lo de vencer o câncer e sobreviver. 

Então pare de se fazer de coitadinho e vá lutar pelos seus direitos antes que eles desapareçam de uma vez, porque esse é o caminho para o qual o futuro aponta se continuarmos de braços cruzados. Lembre-se de que a união faz a força, mas dela também vem a cana... desta vem o açúcar, o etanol, o álcool, a cachaça, e junto com todas essas vem de bandeja o câncer.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Por quê?

Outra das dez questões que eu gostaria de ver respondidas antes de eu morrer é: por que é que Cristo deu sua vida por nós? Somos um monte de lixo, um monte de estrume. Não merecíamos esse sacrifício de sangue. No entanto, ele o fez. Quanta coragem, quanta força... e continuamos a envergonhar o seu nome, continuamos sedentos do seu sangue, sedentos do nosso próprio sangue.

Outro dia, observando minha cadela de estimação, percebi a grandeza de um animal diante dos seres humanos: era por volta das sete da noite, aquela puta correria dentro de casa uns chegando, outros saindo, e ela, com toda a nobreza de espírito, murchou as orelhas, se sentou nos últimos raios que incidiam sobre o quintal e ficou ali, parada, olhando o pôr-do-sol. Vez ou outra se virava e mordia algumas pulguinhas que insistiam em picar o seu quadril... mas continuava a olhar o pôr-do-sol... não, mais do que isso... ela parecia sentir a luz daqueles raios invadirem seu corpo. Impressionante. 

Depois que o sol se pôs, ela se levantou e veio até mim para receber um carinhosinho, em seguida bebeu algumas linguadas de água, comeu alguns grãos da sua ração e foi se deitar na almofadinha dela e lá ficou. De vez em quando saía em disparada para tentar pegar algum gato ou sentia algum cheiro estranho e se punha a latir... mas sempre voltava ao seu aconchego e cochilava o mais tranqüilamente que conseguia.Ali, sem dizer uma única palavra, ela demonstrou porque um animal não pode ser comparado a um homem e vice-versa. A única coisa que a minha cadela queria era paz e como ela aproveitava esse momento... se havia muito barulho, ela simplesmente se levantava e ia procurar um lugar mais calmo. Ela não se preocupa com o que falam dela, nem com os pontapés que leva quando entra dentro de casa e minha mãe a escorraça. Mas ela é teimosa e persiste, até que minha mãe desiste e ela encontra paz para refrescar a barriga no piso da cozinha.

Mas... Cristo não morreu pelos animais... morreu por nós, racionais, seres de cultura e capazes de pensar por si. Nós, que somos tudo isso... que temos a capacidade de transformar o meio ambiente, de transformarmos a nós mesmos... fomos nós que exigimos o sangue dele, não foram os animais.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

AO MESTRE COM... CARINHO?


Professor! Eita profissãozinha de merda! Que foi não gostou? Ah! Você é professor? Adivinhe só cara pálida: eu também sou e, da mesma maneira que sou pestistinha de merda sou também um professorzinho de merda, pobre porém honrado! Meu primeiro emprego como mestre foi num projeto social que ajudava crianças carentes... exceto pelos socos e pontapés que eu levei por tabela nas brigas que tive de separar, as algazarras na sala de aula, o desrespeito de alguns — já me mandaram pra tudo que é lugar —, foi a experiência mais marcante da minha da vida. Mas, não estou aqui para falar da minha vida e nem da profissão de professor... Hoje vou falar dos professores.

Todo mundo, especialmente os professores, reclama da maneira como os teachers são tratados, de como nós somos martirizados, acabrunhados que estamos com a nobre arte de ensinar. Digo arte, porque é necessário, antes de mais nada — antes mesmo da teoria e da técnica —, um dom peculiar, como são todos os dons. E, infelizmente, a maioria daqueles que se dizem professores não possui esse dom, que é o dom de ensinar... não entendeu? Procure um professor para te explicar (tomara que ele tenha o dom).

Contudo, nós não somos tão mártires assim e nem somos tão bonzinhos. Somos maus mesmo! Somos, às vezes, cruéis, somos chatos, somos persistentes, mas não por mero prazer.. bom, admito que alguns realmente sentem prazer em se tornar tiranos malditos... porém, no geral, temos essa postura porque somos mestres e todo mestre que se preze exige, no mínimo, o melhor de seus discípulos. O problema é que os discípulos de hoje simplesmente não querem dar o seu melhor nem respeitam a dignidade dos seus mentores que o que mais sonham na vida é passar algum conhecimento (bem... em alguns casos, não necessariamente).

Por outro lado, há alguns professores que merecem sofrer tudo o que sofrem. Eu conheci e conheço muitos professores que merecem muito mais do que um tiro no meio da fuça. Na minha cidade, por exemplo, eu insisto que o nome da secretaria de educação deveria mudar para secretaria da ironia, porque — salvas raríssimas exceções, dentre elas a minha excelentíssima esposa — os professores da rede municipal são burros e mal educados, assim como a secretária de educação e todos os seus subalternos, incluindo os miseráveis puxa-sacos vulgarmente conhecidos como “diretores”.

Tenho visto ultimamente muitos assim chamados “especialistas” falarem que “é preciso uma mudança estrutural na educação, em todas as esferas”. Discordo. Não é possível mudar um sistema na atual condição do Brasil porque o sistema não quer ser mudado e, mesmo que pudesse, aqueles que podem mudá-lo não iriam querer fazê-lo (do contrário, não fariam parte dos capazes de mudar o sistema).  O que deve ser mudado, sim, é a concepção geral que se tem sobre a educação brasileira e, a partir disso, fazer com que todos e cada um tenha em mente a sua importância. Não obstante, os políticos deveriam cumprir sua obrigação, que inclusive consta na Carta Constitucional Brasileira, de tornar o acesso a educação realmente universal. Não uma educação universal meramente quantitativa como a pauta do PSDB prega, nem tão somente qualitativa como o PT reivindica.

Mudar uma concepção é parte de um processo de mudança cultural, o que pode demandar centenas, até milhares de anos. Falando assim, parece algo impossível de alcançar, mas eu pergunto: como você, que está lendo este post, acha que Europa e EUA se tornaram modelos? É necessário um repensar constante de práticas e teorias para que uma concepção mude e ela nunca muda por completo. Na maioria das vezes, se mascara de ideologia e continua da mesma forma em essência.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

BBB

Outro dia, me perguntaram por que não escrevo sobre o BBB. Eu não discuto escremento no meu blog, mas, para quem não sabe, eu revelo o verdadeiro siginificado dessa sigla: 

Bela Bosta que é o Brasil.

Ei, Bial... VAI TOMAR NO MEIO DO SEU CU!!!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

DÁDIVA E MALDIÇÃO

Conhecer não é uma posição confortável. Mesmo que eu não queira, inevitavelmente preciso assumir uma postura, nasce um sentimento de compromisso com aquilo que tenho como princípio e fingir que está tudo bem quando sei que não está ou omitir-me quando sei que fará alguma diferença, causa um sentimento de culpa. Na verdade, não é só um sentimento; é culpa mesmo!

Isso é uma dádiva. Posso eliminar as limitações na medida em que as aceito e trabalho no sentido de superá-las... Mas há um preço: depois disso, o nascer do sol nunca mais será o mesmo; o meu olhar não é mesmo; eu não jamais serei o mesmo de outrora. Porém, ao mesmo tempo, percebo algo de errado. E, de repente, olhando ao redor, me dou conta de que estou sozinho... e nesse ponto a dádiva se torna maldição.

É uma maldição, porque é um caminho solitário. É uma estrada tortuosa, mal cuidada, cheia de obstáculos justamente porque eu vejo que poucos além de mim enveredam por esse caminho, o qual nada mais é que a trilha do desconhecido, aquele caminho sombrio, encoberto pela névoa. É preciso coragem, força de vontade e, acima de tudo, manter a chama da esperança acesa para ir até o fim, mesmo porque não há como voltar e, mesmo que houvesse, eu jamais voltaria. Contudo, é inevitável olhar para trás, mas ao olhar vejo que as outras pessoas estão seguindo pela mesma estrada e que, de fato, não são elas que não me acompanham, mas eu que não quero acompanhá-los.

Eu tento, juro que tento: diminuo a velocidade; espero um pouco... não dá! Afinal, eu já havia percorrido aquele trecho antes e já conheço o caminho... isso me deixa entediado. Então volto a seguir no meu ritmo e encontro tantas maravilhas, enfrento tantas tempestades; mas fico triste. Muitos, independente do motivo, nem chegarão até aquele ponto: ficarão pelo caminho. Um oráculo, então, vendo a minha agonia, resolveu me dar uma resposta concreta: uma vez, e somente uma única vez, ele me revelou que o meu dever é ajudar as outras pessoas enveredar pelo desconhecido. Deus! Como é difícil fazer isso... Como é difícil ajudar quem não quer ser ajudado e como é doloroso saber que não posso caminhar por eles...

A alternativa que me resta é deixar pistas na esperança de que, quando passarem por onde já passei (se passarem por ali), alguém siga o mapa e interprete os sinais que escrevi.